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A 3ª face

Sab | 19.08.17

Hoje, sou eu a Wonder Woman

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Estou registada como dadora de medula há mais de 20 anos. Contudo, nunca me tinha "dado jeito" ser dadora de sangue. As colheitas na minha cidade são, normalmente, aos sábados de manhã e eu tenho sempre coisas muito importantes para fazer, tais como ir passear, fazer as compras, dormir...

E este dever cívico foi sempre protelado para outro dia mais conveniente. 

Vergonha das vergonhas: até a minha filha já é dadora e eu ainda não arranjara tempo.

Também devo reconhecer que as tragédias diárias que ocorrem no nosso país ou nos países próximos me levantam dúvidas: e se ocorrer uma catástrofe em larga escala no nosso país, estarão as reservas de sangue asseguradas? Sendo o meu tipo de sangue A - (que não é propriamente o mais comum), precisarão de dadores deste grupo sanguíneo?

Fui pesquisar. E, no caso do meu grupo sanguíneo, verifiquei que as reservas estimadas pelo Instituto Português do Sangue e Transplantação durariam para 7 a 10 dias (em situações normais, presumo).

Como me apercebi que haveria uma colheita de sangue hoje, no Centro de Saúde, lá fui. 

Comecei com um casting, onde registaram os meus dados e me abordaram com um pequeno questionário de avaliação sobre o meu estado geral de saúde. Fui depois encaminhada para a enfermeira, que me colocou mais algumas questões e me fez a famosa picadela no dedo. Parece que a hemoglobina estava excelente (13,1) e fui apurada para a fase seguinte: a consulta médica. Mediu-me a tensão e fez perguntas pormenorizadas sobre a minha saúde, se tomava medicamentos, que doenças tive, cirurgias, etc.

E, finalmente, subi ao palco. Ou melhor, sentei-me numa cadeira articulada e...(poupo-vos às descrições pormenorizadas do processo, por respeito à sensibilidade daqueles que não conseguem pensar em agulhas e sangue). A enfermeira foi extremamente simpática, estivemos em amena cavaqueira na sala e não senti qualquer dos efeitos indesejáveis para os quais me alertaram (tonturas, borboletas no estômago, indisposição). Acho que enchi o saco de 450 ml rapidamente e fiquei em repouso mais alguns minutos até que me sentaram para avaliar como estava a reagir. Tudo perfeito. Levantei-me, fui comer (até tive direito a comer um chocolate sem culpas) e saí para, então, ir às minhas compras de sábado de manhã.

Não foi doloroso nem incomodativo e rejubilo pelo sentimento de dever cumprido. Aos 47 anos, já não estou para adiar os meus desejos.

Sei não vou salvar o mundo mas oxalá contribua para salvar uma vida. E, sim, senti-me uma heroína ao nível da Wonder Woman. Nem que seja porque hoje, finalmente, salvei a minha consciência!

 

Se ainda não é dador, pode consultar o calendário de recolhas de sangue por distrito, dirigir-se aos postos fixos ou informar-se no Centro de Saúde da sua zona de residência.

Por todos nós!

 

 

 

 

Qui | 17.08.17

Ando a snifar pó (às escondidas)

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Se eu fosse um perfume, qual seria? Nunca colocara esta questão até ao dia em que me apareceu esta amostra no meio de um revista, a pedir-me para a tocar e sentir. Obedeci e um aroma suave envolveu-me e eu sucumbi. Não consigo encontrar nexo neste disparate mas posso garantir que este perfume sou eu! Só me consigo lembrar daquela cena do Harry Potter em que ele vai escolher a varinha mas é a varinha que o escolhe a ele. Sou eu e o raio deste perfume, caramba!

O narciso rodriguez poudrée é suave, doce, macio como o pó de arroz de antigamente e eu dou por mim, muitas vezes, com uma vontade incontrolável de abrir a revista e snifar lentamente. A sensação de tranquilidade invade-me e o mundo parece dançar mais alegre e colorido. 

(Alguém me sabe dizer se há droga nesta fragrância???)

Vão pensar que fui a correr comprá-lo. Não, não fui. Pesquisei o preço e está proporcional à qualidade (e eu só compro perfumes em promoção!). Mas nada que uma cartinha bem feita ao Pai Natal não resolvesse.

A verdade é que a minha relação com este aroma tornou-se um amor platónico e temo que se desvaneça se o possuir e me habituar a ele. Por isso, acho que o vou manter como o meu pequeno desejo inatingível para continuar a sonhar cada vez que abro a revista e enfio as narinas na folha de papel! 

 

 

Qua | 16.08.17

O país do "seja o que Deus quiser"

 

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 Foto: sapo24

 

Primeiro começaram os banhos fatais antes da época balnear. Depois sopraram os fogos e ainda não arredaram pé. Uma aeronave aterra numa praia repleta e agora uma árvore tomba em plena festa popular. E há vidas que ficam por viver e outras que continuarão em sofrimento, chorando para sempre os mortos que não voltam.

Se há fenómenos e acidentes imprevisíveis e incontroláveis, também há, pelo meio, muito descuido, falta de prevenção e excesso de confiança. Não tivessem os portugueses a cultura do "seja o que Deus quiser"!

Pois este ano, deixar a sorte nas mãos de Deus não está a resultar. Se calhar, teremos que perceber que a prevenção é meio caminho andado para que Deus nos dê melhor fado. 

Infelizmente, para muitos, é tarde de mais. Mas acredito que poderemos evitar que algumas das tragédias de 2017 voltem a bater à porta de qualquer um de nós.

 

 

 

Seg | 14.08.17

Os (meus ) 10 mandamentos dos passatempos

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Já confessei que tenho o vício de participar em passatempos, sobretudo de escrita criativa. Adoro desafiar a imaginação para escrever (de preferência em verso) sobre os temas que as marcas propõem. Às vezes, a luta é árdua para que a inspiração se cruze com a originalidade.

E adoro ganhar por mérito. (olá auto-estima!!!)

No ano passado, o valor dos prémios que ganhei rondou os 3.300 euros. Este ano, até ao final de julho, a estimativa já ultrapassou os 4.000 euros. Não é nada mau, pois não????

Não faz de mim uma especialista mas, como gosto de ser metódica, criei os meus 10 mandamentos para participar em passatempos.

Porque a partilha é dar e receber - e eu já recebi tanto - enumero aqui as minhas regras sagradas:

1 - Nunca concorro sem ler exaustivamente o regulamento.
2 - Tenho muita atenção à data limite de participação - dia e hora (já perdi várias oportunidades por achar que o passatempo terminava às 23.59 h de um dia e terminou antes).
3 - Pedem uma frase criativa? Regra geral, pode ser um texto com várias frases.
4 - Estudo a marca para adequar o texto às suas características.
5 - Sempre que possível, avalio as frases seleccionadas em passatempos anteriores para perceber o que é valorizado (verso/prosa, texto curto/longo; texto sério/divertido). 
6 - Se são passatempos de acesso universal (por exemplo, comentários em posts do facebook), e se me inspirei, tento antecipar-me para que outro concorrente não avance com uma ideia igual à minha. Ou, quando me falta a inspiração, participo nos últimos dias, para ponderar ideias inovadoras que ainda poderão ser utilizadas.
7 - Uso o humor: as frases divertidas e criativas têm um impacto muito favorável.
8 - Faço o pino com a imaginação: a criatividade deve conduzir-nos para o que não é evidente e óbvio.
9 - Aponto numa agenda em que passatempos concorri e a data provável de publicação do resultado (há passatempos que pedem que os vencedores enviem os dados pessoais num curto período de tempo após a publicação do resultado, sob pena de desclassificação).
10 - Tenho sempre presente que, para ganhar uma vez, é preciso perder dez! Não vale desanimar!
 
E os vossos mandamentos? Querem partilhar?
Sab | 12.08.17

Porque é que os filhos são especialistas em arruinar a nossa auto-estima?

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Hoje, conversava com a minha filha sobre o blog (com o orgulho de quem mais parecia ter descoberto uma vacina contra o cancro).

Dizia-lhe que apesar do blog ser recente e eu ainda estar a descobrir como funciona, já tive uma visualização nos Estados Unidos.

E ela, toda despachada, responde-me de rompante:

- Olha, dever ter-se enganado !!!

Sex | 11.08.17

Olh'ó gelaaado! Olh'ó novo passatempo da DANONE!

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Boas notícias! Findo o passatempo das garrafinhas de Actimel (no dia 8), a Danone volta a alimentar-nos os sorrisos com um novo desafio para conseguirmos 100 € em cartão El Corte Inglés.

Mas atenção, este passatempo é muito mais exigente que o anterior: temos que apanhar 50 moedas em 30 segundos! Os obstáculos não nos matam mas retiram-nos muitas moedas (o que nos vai esganar é o raio do tempo). 

A parte positiva é que, se um jogador conseguir recolher as 50 moedas do jogo dentro do tempo estabelecido (trinta segundos) mas não tiver acertado no “momento vencedor”, pode voltar a jogar em troca de 3 pontos em vez de 5 pontos.

Com os 50 pontos que ganhei por avaliar o novo Activia vou poder jogar, pelo menos 10 jogos.

Até ao momento, já fiz 4 jogadas e afundei-me sempre.  

Perícia, precisa-se com urgência!

Sex | 11.08.17

Recomendo porque afinal "Ser Blogger" não custa nada

 

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Há mais de um ano que espreito a blogosfera, com vontade de entrar, de abrir a porta e partilhar aquilo que gosto de fazer.

No entanto, sempre me faltou coragem. Confesso que não estou à vontade com as redes sociais, achava que não conseguiria organizar as minhas ideias e definir os temas sobre os quais iria escrever. Para além disso, conceber um blog e criá-lo na web era assunto de especialistas e ponto final!

Até que li comentários sobre o livro "Ser Blogger" da Carolina Afonso e da Sandra Alvarez. Mas não... não valia a pena...naah... nunca seria para mim...para quê gastar dinheiro???

E todavia a tentação pairava, eu ía espreitando o blog  influenciadores.sapo.pt  ... porque não comprar o livro?

No mês passado, com o saldo do cartão Continente, decidi trazer o livro sem gastar um euro (não fosse eu viciada em poupança).

Li-o, devorei-o, sublinhei-o e num serão, criei facilmente o meu blog! 

O "Ser Blogger" não é um simples manual bem estruturado e de leitura acessível mesmo para os nabos (como eu). Nem é só uma partilha de conselhos, experiências e sentimentos entre amigos (é no que nos transformamos quando o lemos). Para mim, foi a chave que me abriu a porta e me fez sentir convidada para entrar num novo desafio.

Um simples obrigada às autoras nunca será suficiente mas, neste momento, é tudo o que vos posso dar!

E garanto-vos: afinal, Ser Blogger não custa mesmo nada!

(Obrigada também a ti, , por tornares tão intuitiva a criação de um blog)

Qui | 10.08.17

A fada dos dentes não existe!!!

 

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Foto: Pinterest

 

 

Nunca achei piada ao ritual da Fada dos Dentes. Da notinha debaixo da almofada ou de atirar o dente para o telhado e gritar: “Dentinho, dentão, toma lá um podre, dá cá um são” (as pessoas da minha geração sabem do que estou a falar).

Fiz mal.

Razão tinha a minha mãe em venerar a dita Fada, ao ponto de pegar no primeiro dente de leite que me caiu e ir entregar ao ourives cá da terra. Dias depois, ofereceu-me, toda orgulhosa, uma medalha. Ou melhor, o meu dente atarrachado num aro de ouro e que eu usei ao pescoço durante alguns anos (as pessoas da minha geração sabem do que estou a falar).

Sim, era nojento (mas era moda) e acho que condicionou a minha má relação com a Fada.

Com os meus filhos, apenas me limitei a guardar os dentinhos que caíam, sem homenagens ou manifestações de devoção (hoje em dia, já nem sei quais são de quem).

Mas a minha filha, aos 11 anos, tropeçou nos cordões das botas, caiu e partiu um dente da frente. Mais tarde, verificou-se que para além de um dente torto, a menina tinha má mastigação e foi um passo até começar a usar aparelho extra-oral, depois o aparelho de brackets, a rotina das consultas mensais, a contenção ortodôntica.

O meu filho mais novo mudou a dentição de forma estranha e o RX veio revelar que tem “agenesia dentária” , razão pela qual não tem 2 dentes definitivos à frente. Há dois anos que usa aparelho extra-oral e preparamo-nos para passar às brackets, muito em breve. Há-de-lhe ser criado um espaço para, mais tarde, colocar um implante (que vai fingir que é o dente que nunca lhe irá nascer).

Na semana passada, tivemos consulta no dentista. Dizem-me agora que a minha filha não tem espaço para os dentes do siso, que vão estragar o trabalho de ortodontia, que vão provocar cáries, que é melhor arrancar extrair…

Sim, continuo a acreditar que a Fada dos Dentes não existe. Ela é uma bruxa mercenária a soldo, que passa recibos verdes ao nosso dentista e que continuará a furar-me a conta bancária para o resto da vida.