E pronto! O Verão foi duro, queimou-nos o país e parece que se despediu com mais labaredas. Hoje, o vento já sopra nas árvores e começa a despi-las das primeiras folhas. Esperemos que a Natureza faça as pazes com a Humanidade e não nos castigue mais durante o Inverno.
Não é a primeira vez que os meus filhos chegam a esta conclusão. A propósito de uma conversa sobre música, eles (com 20 e 14 anos de idade), voltaram a dizer que a geração dos pais foi a mais privilegiada da História - incluindo a deles.
E os putos têm toda a razão. Nasci em 70, quase no final da ditadura e da guerra colonial e apenas guardo memórias das histórias que alguns vizinhos e familiares contavam de uma África longínqua.
A liberdade sempre me foi banal mas a minha educação decorreu entre o brincar na rua e os valores do respeito pelos outros e da boa educação. O Velho Papão e a Côca eram lendas e os meus pais nunca se preocuparam com a eventualidade de ser raptada ou violentada mal pusesse o nariz fora da porta.
Chegávamos a pé à escola num grande bando que engrossava em cada rua porque esperávamos que os que viviam mais longe batessem à nossa porta para sairmos. Fomos nós que começámos a usar calças elásticas, pelo que as skinny nem sequer são moda recente!
A música portuguesa e estrangeira vivia o seu esplendor e não perdíamos o Top+ da RTP ao fim-de-semana para cantar “I just called to say I love you”, “Like a virgin”, ”O teu perfume patchouly”,” Hello” e “Last Christmas”. Vejam os cartazes dos últimos festivais de Verão e confirmem se os grupos que já têm que ir mudar a fralda a meio (como costumo dizer) não são os mais requisitados!
Filha de um mecânico e de uma cozinheira, a morar na província, consegui chegar à Faculdade (coisa outrora impensável para a plebe), ajudada pelo dinheiro amealhado no meu emprego de Verão (que todos os jovens conseguiam numa fábrica local) e por uma bolsa de estudo municipal (outra novidade da minha geração).
Terminado o curso na área das ciências sociais, consegui facilmente emprego (pasme-se, em ciências sociais!!!) na minha terra, cumprindo o meu projecto de vida.
Com a vida profissional estável, eu e o meu namorado comprámos casa mesmo antes de casar, graças às facilidades do crédito à habitação, que se democratizou no início da década de 90.
Amadureci neste clima de optimismo e vivi sem grandes preocupações financeiras naqueles anos “em que éramos ricos”, como diz a minha filha para fazer inveja ao irmão mais novo.
E nesta conversa, não pude deixar de me sentir uma espécie de Forrest Gump do Portugal Moderno.
O novo milénio trouxe um retrocesso em muitas áreas e a instabilidade económica e social, os atentados terroristas, a insegurança, a sombra do desemprego e a ameaça de uma guerra de repercussões globais estão a traçar um cenário demasiado escuro. Ouvir esta geração assumir que o passado foi melhor do que o futuro que os aguarda é triste, DEMASIADO TRISTE...
Ontem, falei-vos da minha novela trágica (aqui) que está a ser a mudança de operadora de telecomunicações.
Conforme aqui escrevi, esperava, hoje, duas chamadas da NOS: uma da equipa técnica por causa do não funcionamento da internet e outra sobre a data de ligação da fibra à minha casa.
Nada!!!! Passei o dia com dois telemóveis (um com cartão da Meo e outro com cartão da NOS) e ...NOS nada!
Porém, caído do ciber-espaço, o meu marido recebeu o seguinte e-mail , "No seguimento do seu pedido a 07-09-2017, enviamos em anexo o resumo da oferta e respetivas condições contratadas (...)" com um novo contrato anexo, onde oferecem mais net para os telemóveis, mais um canal de tv, mais uma box por satélite e Iris online. A minha ignorância fez-me pular de contente porque pensei que a D. Iris era a fibra. Nã senhori, parece que não, a D. Iris só trabalha na televisão.
Mas o meu problema é na internet e, em relação a isso, os maganos não alteraram nada.
Está-me cá a parecer que não nos vamos entender: é como se eu estivesse a pedir leite para me alimentar e eles me oferecessem champanhe francês!
Amanhã vou telefonar para os nossos amigos. Se estiver interessado... não perca o próximo episódio!
Como nota prévia, devo advertir que este é o meu caso e não significa que se replique no resto do país. Mas achei por bem partilhar, para que fiquem atentos a algumas questões importantes antes de celebrar um novo contrato sem fibra.
Eu fui daquelas que aproveitou a possibilidade de rescindir com a MEO antes do termo do período de fidelização, na sequência das recomendações da ANACOM decorrentes do aumento dos preços. Estava fartinha do mau serviço, sobretudo da Internet e confirmei que não há previsão para a MEO instalar fibra óptica na zona onde vivo. Por outro lado, sei que a Vodafone e a NOS estão prestes a ligar este serviço e, depois de muitas horas a pedir informações nas várias lojas de telecomunicações, eu e o meu marido achámos as condições da NOS mais vantajosas.
Todavia, não estando a fibra ainda disponível, foi feita instalação por satélite até haver condições para mudar .
Ontem, estiveram cá dois rapazes a tratar da instalação, super profissionais e educados. Terminaram por volta das 21.00h e foram-se embora ( Ainda tinham 90 km pela frente até casa, coitados)!
E às 23.00 h, já estávamos a ligar para o apoio técnico porque a internet, em vez dos 40 mega contratualizados, não passava de 1 mega!
Hoje ligámos novamente (há pouco, estava a 0,2 Mbps). Parece-me que, ao serão, o tráfego de Internet aumenta e sobrecarrega o sistema da NOS e nem sequer abrimos o Youtube, por exemplo! Mas durante o dia é pouco melhor (consegue chegar aos 3 mega).
Já ameacei rescindir o contrato por justa causa. Pedi que, amanhã, me informassem com rigor quando terei a fibra disponível, para tomar uma decisão.
Palpita-me que tenho uma longa batalha pela frente para rescindir sem pagar as despesas de instalação (460,50 €).
Por isso, peço que partilhem a minha experiência e estejam atentos às seguintes questões que passam despercebidas:
quando contratualizarem com qualquer uma das operadoras de telecomunicações, confirmem por escrito quais são os serviços mínimos que garantem, nomeadamente quanto à Internet. O facto de estar no contrato 40 Mbps, por exemplo, não obriga a atingir esta velocidade porque as letrinhas escondidas salvaguardam um serviço mínimo muito abaixo. Ora, isto implica que não seja fundamento para rescisão por justa causa se estes mínimos estiverem a ser cumpridos;
Nesta altura, parece-me que não compensa ter serviços de telecomunicações e TV por satélite. Mal por mal, mais vale a MEO.
Amanhã, conto-vos o próximo episódio. Se poupar alguém a estes dissabores, já encontro algo positivo no meio desta ciber-novela.
Entretanto, se me puderem ajudar e dar sugestões, ficar-vos-ia muito grata.
Isto tinha tudo para ser um post perfeito sobre poupança. Eu iria explicar que a moda das calças de ganga bordadas com flores murchará antes da ganga se esfarripar e, por isso, seria uma verdadeiro desperdício gastar 30 ou 40 € .
E confessaria que hoje, em vez de sair para a loja (onde provavelmente me encantaria com outras peças da nova colecção), aproveitara a tarde de domingo para recuperar umas calças já usadas e aplicar um bordado.
Eu pretendia demonstrar, neste post, que, muitas vezes, basta reciclar uma roupa usada para ficarmos tão fashion como uma Insta Influencer.
E ainda me atreveria a dizer que, mesmo que não saibam nada sobre costura, basta coser um bordado com linha invisível e o resultado fica perfeito.
Mas depois apareceu a miss fotogenia cá de casa, com esta cara de marota laroca... e falar sobre agulhas e pontinhos perdeu completamente o sentido.
Decididamente, são histórias e reacções tão comoventes que é impossível segurar as lágrimas. Verdadeiras lições de vida para quem não agarra as estrelas só porque não estende o braço!
E o nosso querido mês de agosto lá se findou, depois de muito sol, muitos pezinhos na água, muito passeio e muitas refeições fora, num bom restaurante com ar condicionado ou numa agradável esplanada ao pôr-do-sol. Decididamente, Agosto não rima com poupança!
Mas mesmo assim, consegui subir ao pódio com algumas excelentes poupanças e só vou enumerar os três primeiros lugares exequo:
1º lugar:
a campanha “Experimente grátis do Continente/Procter&Gamble: o reembolso dos meus 47,50 € decorreu sem problemas e ainda consegui mobilizar familiares para me oferecerem pastilhas Fairy. Feitas as contas, tenho detergente grátis para mais de um ano!!!
outro 1º lugar:
não comprei fruta durante o mês inteiro: as hortas da família e dos amigos foram abundantes em quantidade e diversidade: figos, physalis, figos da Índia, meloa, melancia, maçãs, peras, uvas, pêssegos, ameixas... MARAVILHAS BIOLÓGICAS CHEIAS DE SABOR
Perdi uma promoção de cápsulas de café do Minipreço porque não apontei a data na agenda (valia mesmo a pena, cá em casa consumimos toneladas/ano);
Os pontos Danone que ando a perder para tentar ganhar o passatempo dos 100 €. Deste vez, os gelados não são para todos e eu nem consigo finalizar um jogo, quanto mais acertar no momento vencedor!
Enfim, venha Setembro, com a tragédia dos livros universitários…