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A 3ª face

Qui | 15.02.18

Uma amizade de carros

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Após uma breve interrupção lectiva, foi dia de regressar à escola.  Atrasados, como sempre! O meu filho entra às 8.30 h e saímos de casa a essa hora. Temos pela frente um caminho de quilómetro e meio, que demorará uns intermináveis 5 minutos de carro (pessoal de Porto e Lisboa que  esteja a ler isto: a inveja é uma coisa muito feia, tá?)

Numa rua de carros mal estacionados que se transforma em via de sentido único, tenho que parar para dar prioridade a um automóvel, cumprindo as regras de trânsito.

Porém, o condutor pára e dá-me prioridade. Eu agradeço com um largo sorriso e um aceno e vou repetindo “Obrigada, senhor, obrigadinho, obrigadinho”.

Nisto, o meu filho comenta comigo, muito sério:

 -  Eh, se alguém me fizesse isso, eu criava-lhe uma amizade de carros! Decorava-lhe a matrícula e cada vez que me cruzasse com ele, deixava-o sempre passar!

 

E é isto amigos! A amizade pode surgir em qualquer quilómetro da nossa vida!

Para quê buzinar, trapacear nos estacionamentos, vomitar impropérios a quem não conhecemos e ter ódios de morte a quem se distriai um milésimo de segundo no semáforo?

QUE O AMOR ESTEJA CONVOSCO!

Qua | 14.02.18

É bom sabê-lo, SUA MAJESTADE: Rainha Isabel II declara guerra ao plástico

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"O Palácio de Buckingham vai reduzir o desperdício de plástico. A decisão, escreve a imprensa britânica, foi tomada depois de a Rainha Isabel II ter assistido à série documental narrada por David Attenborough e produzida pela BBC Natural History Unit, "Blue Planet II".

Com banda sonora de Hans Zimmer, a série de sete episódios — exibida pela RTP entre 25 de dezembro de 2017 e 4 de fevereiro de 2018 — denuncia, sobretudo no último deles, o impacto que os resíduos de plástico têm no planeta, nomeadamente nos oceanos.

De futuro, as palhinhas e as garrafas de plástico vão ser  gradualmente proibidas em todas as propriedades reais. Para além disso, os fornecedores do Palácio de Buckingham, do Castelo de Windsor e do Palácio de Holyroodhouse, em Edimburgo, estão, doravante, apenas autorizados a utilizar pratos de porcelana e copos de vidro ou de cartão reciclável." (in Sapo 24)

 

Apetecia-me dissertar sobre os pobres convivas dos banquetes reais, que vão deixar de comer as entradinhas nos pratos de plástico e de bebericar o cafezinho nos copitos patrocinados pela Delta.

PORÉM  

Tenho é que louvar a atitude de uma senhora de 91 anos que está disposta a mudar os seus hábitos e a banir o plástico dos seus palácios, a bem do Planeta!

 

E ENTÃO, JOVENS E MENOS JOVENS, DO QUE ESTAMOS À ESPERA PARA LHE SEGUIR O EXEMPLO?

 

Qua | 14.02.18

Como escapar às linhas de valor acrescentado

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Já devem ter reparado que muitas empresas associam um número de valor acrescentado ao apoio ao cliente. Se queremos entrar em contacto - NÓS, CLIENTES, QUE JÁ PAGAMOS O SERVIÇO - temos que desembolsar uns bons euros para resolver a questão.

Recentemente, tive que entrar em contacto com uma transportadora para combinar a recolha de uma encomenda. O contacto que me enviaram começava por 707, o que significa que iria pagar uns bons euros pelo telefonema.

Fiquei indignada e lembrei-me de pesquisar na net um número alternativo. E, para meu espanto, descubro um site que "converte" os números de valor acrescentado em números da rede fixa para onde essas chamadas são encaminhadas: O 707.pt já está nos meus favoritos. 

Vamos poupar?

 

Ter | 13.02.18

As máscaras da vida

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 I

Já estava vestida, frente ao espelho e preparava-se para colocar a máscara. Era hora de descer do quarto de hotel, para que chegasse ao baile de Carnaval à hora marcada.

Conhecera-o num site de encontros, num momento de curiosidade e de maior solidão. Algumas colegas divertiam-se a marcar encontros casuais nesse site e ela, casada, nunca tivera coragem de perguntar como é que isso funcionava.

O seu casamento mantinha-se apenas à hora de jantar, que era cada vez mais tarde porque o marido, engenheiro civil, tinha projectos importantes para concluir. E ela, professora, passava os serões a preparar aulas e corrigir testes.

Era uma vida tão diferente da época em que se conheceram. Tão jovens, loucos e felizes!  Passavam noites a discutir filosofia, a esmiuçar as letras das canções, a descrever os países que queriam conhecer! As primeiras férias juntos, então, foram inesquecíveis. Numa noite bem bebida, passaram por um tatuador e ela só saiu de lá com a inicial do seu amado desenhada atrás da orelha esquerda! Já aí ela tinha a certeza de que seria um amor para sempre!

Mas agora era tudo diferente e o novo amigo, com quem mantinha contacto virtual diário, despertava-lhe todos os desejos! Achava-o culto e atrevido, com um humor irresistível.

Num momento de loucura (mentira, tinha sido premeditado), lançou-lhe o convite cheio de meias palavras maliciosas, embora o pânico de ser descoberta quase a sufocasse.

Iriam encontrar-se no baile de máscaras de um Hotel, vestidos a rigor, que o mundo é pequeno e ela não correria o risco de ser reconhecida. Subiriam depois para o quarto já reservado, onde trocariam a força das palavras pelos corpos que se queriam conhecer!

Foi fácil enganar o marido. Era hábito juntar-se com os colegas de faculdade numa festa de Carnaval, para relembrar os bons velhos tempos e o marido o-d-i-a-v-a ir! Por isso o convidou, sabendo que ele recusaria (acertou, que por essa altura, já tinha tudo combinado com o seu amigo e com o Hotel).

Deu a sua máscara a uma amiga (que ingenuamente lhe agradeceu), de modo a que, se o marido visse fotos no Facebook, reconheceria a máscara e pensaria que era ela.

II

Ele saiu do carro, disfarçado de Batman e com um pequeno lenço vermelho no punho direito, o sinal para ser reconhecido. Sentia-se ridículo porque detestava o Carnaval e as últimas vezes que se mascarou, ainda na Primária, foi a toque de nalgadas, obrigado pela mãe, para participar no desfile da escola.

Por precaução, tinha escondido o fato junto do pneu sobressalente e teve alguma dificuldade em trocar de roupa dentro do carro.

Embora gostasse de seduzir as mulheres, nunca tinha chegado a este patamar. Era casado e trair a mulher, embora o desejasse, estava a causar-lhe algum desconforto. Mas paciência. Há muito que não cometia uma loucura (a última quase lhe custou a vida, quando rasgou um pulso ao saltar de para-quedas, cuja cicatriz o fazia recordar sempre que levantava o braço) e derramar charme através de computador já não lhe dava “pica”.

Dentro do fato justo, ainda se sentia elegante e as horas no ginásio tinham dado resultado. Ela iria ficar surpreendida com a sua aparência… a noite prometia!

III

Quando ela chegou ao salão de baile, procurou o seu Batman, sem conseguir disfarçar a ansiedade. Tinha ensaiado o momento e fez a sua dramatização: tocou-o nas costas, embora a sua enorme saia rodada, digna do Carnaval de Veneza, tivesse desfeito a surpresa. Apenas com um gesto, convidou-o para dançar. Ela ficou admirada com o corpo musculado que a seguia entre a multidão. Ele ainda disfarçou a perplexidade perante o decote exuberante, onde se adivinhava uma longa noite de prazer.

Dançaram um pouco em silêncio mas a atração que os consumia falou mais alto. Ele tirou um braço da sua cintura e desviou-lhe o cabelo da máscara, para a beijar no pescoço.

IV

Ela reconheceu-lhe a cicatriz no pulso. Mas nada disse.

Ele leu a sua inicial no pescoço dela. Mas nada disse

De imediato, ela fez sinal que iria buscar bebida, como se fosse a coisa mais natural do mundo! Ele ainda não lhe tinha ouvido a voz e era impossível reconhecê-la com a máscara. Subiu ao quarto e só desceu na manhã seguinte.

Ele ficou petrificado no meio do baile mas aliviado por ela não o ter reconhecido. Saiu do hotel, despiu-se mesmo ali e regressou a casa.

 V

Ela voltou na manhã seguinte, com olheiras da farra que tivera com os colegas, como era suposto, e deitou-se.

Ele mostrou-se feliz por não ter ido aturar aquela gente e lamentou o cansaço pelo serão no escritório a terminar um projecto.

Por essa altura, já cada um colara ao rosto uma máscara que iria durar toda uma vida!

 

Dom | 11.02.18

Vai de retro, Carnaval!

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Não gosto de ti, Carnaval. Mas respeito-te, tal como às pessoas que de ti gostam. E agradeço-te ter um dia extra, para trabalhar em casa.

Por isso, em vez de folia e corsos carnavalescos, tracei grandes planos para este fim-de-semana: começar o Sábado com uma caminhada em grupo, depois fazer o almoço e passar a tarde na máquina de costura para acabar uma encomenda e fazer sacos de tecido para compras a granel. Domingo seria dia de limpezas e de fazer doce de abóbora e detergente para a roupa!

Mas uma bruta constipação deixou-me com a garganta em forma de beringela e o nariz com um caudal maior do que a fonte de Monchique, para além de dores no corpinho.

Pelo que:

No Sábado arrastei-me para fazer uma sopa e tirar a loiça da máquina (apenas com uma mão, porque a outra estava com um lenço a servir de rolha no nariz). Fui colocando as chávenas lavadas na bancada e acabei por misturá-las com a chávena onde tinha o leite que estava a bebericar, acabando por levar também essa para o armário. Como me apercebi? Pelas pinturas abstratas que o leite fez no chão e nos armários da cozinha!

À hora do lanche fui fazer um chazinho e ao tirar a caneca, ela salta-me da mão (eu juro que não sei como!), bate num jarro de vidro e escaqueiram-se os dois!

Chega Domingo e continuamos igual. Mas a porra da constipação não há-de vencer e lá fiz almoço, detergente, lavei a cozinha, mudei as camas e carreguei com as roupas para a máquina! Com a trouxa gigante, não vi a esfregona, tropecei e espalhei um balde de água inteirinho no chão da cozinha!

Sei que te quiseste vingar de mim, Carnaval, mas eu sou uma mulher forte e só te quero dizer isto: VAI DE RETRO!

Amanhã hei-de ir trabalhar!

Dom | 11.02.18

Coisas boas que caem na minha caixa do correio

Esta semana, o sr. carteiro foi uma amor e encheu-me a caixa de correio só com coisas boas (e não me entregou nem uma conta para pagar, eh,eh).

1)

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O sr. Comendador Nabeiro enviou-me um pack de cápsulas Delta Q, sem eu saber como nem porquê. Primeiro, pensei "Uau, já sou uma blogger famosa e até recebo produtos para publicitar, qual Pipoca mais Doce" mas depois caí em mim e puxei pela memória, a ver se me recordava de algum passatempo em que tivesse participado. Mas não, e o cartãozinho também não me chamava vencedora. Então, lá me lembrei que tinha registado a minha máquina no site da Delta, quando a comprei. Talvez tenha sido por isso que a marca quis partilhar comigo o seu 10º aniversário!

E foi assim que decidi beber um cafezinho com este alentejano especial, quase endeusado por estas bandas. Para além de promover o emprego numa zona tão desertificada, tem desenvolvido a sua região, sendo um grande exemplo de responsabilidade social. Conheço alguns projectos de voluntariado da DELTA, os patrocínios... e os relatos de satisfação profissional de muitos empregados (o Alentejo é pequenino, embora não pareça). Obrigada Delta mas, já agora, posso pedir só mais uma coisinha?

Porque não continuam a inovar e criam cápsulas reutilizáveis para a Delta Q e nos vendem o café avulso? O vosso lucro seria o mesmo, já que deixariam de comprar as cápsulas e evitaríamos o desperdício de toneladas de plástico! Vá lá! Um alentejano que se preze, está sempre um passo à frente da concorrência!

 

2)

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 A amostra grátis que pedi no site da Nestlé Saboreia a Vida chegou para regalo da minha Lila. Já tenho falado, no blog, das vantagens de nos inscrevermos no site e continuo a divulgar, porque são frequentes os miminhos que nos oferecem.

 

3)

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E ei-los, os novos vales de desconto da Alpro, válidos até Maio!  São muito bem-vindos, meninos. Agora é só ir consultando os folhetos dos supermercados para conseguir as melhores acumulações! 

Também podem subscrever a newsletter para receber as promoções aqui

 

4)

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E, por último, um Euroticket de 10,00 €, como compensação pela participação no painel de opinião da Marktest A Sua Opinião Conta.

Venham mais semanas como esta, por favor!

 

 

Dom | 11.02.18

Alerta: Bilhetes para o Rock in Rio com 20% de Desconto

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FINALMENTE!

Valeu a pena arriscar e aguardar pela parceria do Rock in Rio e do Continente. Nos anos anteriores, os bilhetes com desconto em cartão já estão disponíveis no Natal. Em 2018, a promoção tardou... mas chegou!

Quem ainda não tem bilhete é melhor apressar-se porque reza a publicidade que "é uma edição limitada de bilhetes para o festival, em lojas selecionadas, com desconto de 20% em Cartão Continente".

Nunca se sabe quando esgotam!

MUSE, me aguardem!!!!