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A 3ª face

Ter | 31.07.18

Esta semana descobri que fui uma mãe de Verão muito má

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Desde sempre que tenho o privilégio de frequentar praias com pouca gente.

A costa alentejana, desde Melides a Tróia faz-nos acreditar que o mar é infinito, não fosse a Arrábida recortar essa ilusão.

E, nesta imensidão, é fácil passar o dia afastado de outras famílias. 

Mesmo quando passar o dia na Comporta nos dava privacidade e amplitude.

E há sempre aquelas praias escondidas entre as dunas que podem ser só nossas por um dia.

É raro fazer férias no Algarve, por vários motivos, um dos quais, a sobre-população das praias.

São verdadeiras colónias de espécimes avermelhadas, com um burburinho que abafa o som das ondas do mar.

Ainda assim, tenho o privilégio de dormir com um conhecedor da região e sempre conseguimos encontrar pequenos paraísos.

Ora este ano, calhou vir parar ao Algarve,  a uma casa junto ao mar e a uma praia que, apesar de não estar a abarrotar, não nos dá isolamento.

Pelo que, finalmente, tenho presenciado o comportamento de muitas famílias com filhos pequenos e aprendido como devem agir os pais no Verão.

-Luís, não fiques na areia!

- Manel, o lugar para te sentares é na toalha. Olha que amanhã não vens!

- Maria, porque é que colocaste a mão na areia? Agora tenho que voltar a ir buscar mais água no baldinho!

- Inês, brinca aqui na toalha, não sujes as mãos!

Afinal, descobri que as crianças não podem ter contacto com a areia, apesar de estarem numa praia.

É perigoso entrar em contacto com os minúsculos minerais sílicos, que os podem levar a passar meia hora entretidos a sentir escapar os grãos por entre os dedos.

Suspeito que as praias, mais cedo ou mais tarde, venham a ser cobertas de ladrilhos ou tijoleira, para se transformarem em piscinas assépticas.

E eu, que passei a vida a enrolar-me na areia com os meus filhos, que não os desinfectei quando "comiam" areia ou se enterravam até ao pescoço, estou cheia de remorsos.

Descobri já tarde que fui mesmo uma mãe de Verão muito má!

 

 

Ter | 31.07.18

Free plastic July: também é preciso falar sobre o plástico que não se vê

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 Julho é o mês livre de  plástico.

Várias iniciativas mundiais visaram sensibilizar a opinião pública para a diminuição do consumo de plástico, sobretudo o descartável.

Todavia, não quero fechar o mês sem falar no plástico invisível: aquele que não se vê e que ignoramos. Mas que não deixa de ser menos grave. Até porque é o responsável pela contaminação dos nossos alimentos…

 

Se olharmos com atenção, iremos reparar que a maior parte das nossas roupas são feitas de acrílico, nylon e poliéster.  Fibras plásticas, afinal.

O que nunca reparamos é que, cada vez que lavamos estes tecidos sintéticos, milhões de micro-fibras são libertadas na água.

As micro-fibras são pedaços minúsculos de plástico, demasiado pequenos para serem filtrados e o seu destino mais provável são os cursos de água e os oceanos, causando danos nos animais marinhos e no ambiente.

Estas fibras plásticas quase invisíveis já foram detectadas em alimentos presentes no  consumo humano e estudos científicos apontam que as micro-fibras são responsáveis por cerca de 85% da poluição costeira do planeta.

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 Micro-fibras azuis presentes numa ostra

 

Os especialistas, apontam algumas medidas que podemos adoptar no dia a dia, para reduzir este tipo de poluição invisível.

Bem simples de adoptar por qualquer um de nós:

1 – Lavar as roupas sintéticas menos frequentemente e o mais rapidamente possível.

2 – Fazer lavagens com a máquina cheia. Desta maneira, gera-se menos fricção entre as peças de roupa, libertando-se menos fibras.

3 – Utilizar detergente líquido. O pó fricciona a roupa, favorecendo a libertação das fibras.

4 – Lavar a temperaturas baixas. As temperaturas mais elevadas podem danificar as roupas, libertando-se ainda mais fibras.

5 -  Após a limpeza dos filtros das máquinas, colocar os resíduos no lixo e nunca no esgoto.

6 – Evitar comprar roupa “fast-fashion”, sempre que possível.

7 – Privilegiar fibras naturais, como o algodão, o linho e a lã. Estas fibras degradam-se no ambiente. As fibras acrílicas não.

8 – Existem algumas soluções que filtram a quase totalidade das fibras durante a lavagem, embora sejam bastante dispendiosas. É o caso de filtros para as máquinas de roupa, que custam cerca de 120 € (como este  ou este  ou os sacos de lavagem Guppy Friend, que rondam os  30 €).

9 – Divulgar o que são micro-fibras e que medidas poderemos adoptar para reduzir a sua propagação no ambiente.

10 - Recusar produtos de higiene e beleza que contêm micro-plástico na sua composição, tais como dentífricos e esfoliantes, por exemplo (ver este post)

 

Para informação mais aprofundada, consultar  e divulgar os artigos do site http://www.plasticpollutioncoalition.org/

 

Vamos fazer com que Julho dure o ano inteiro?

 

 

 

Seg | 30.07.18

O Amante Japonês: O livro de Isabel Allende que não voltarei a ler

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 Em primeiro lugar, devo confessar que Isabel Allende é a escritora viva que mais admiro.

Pela escrita ligeira mas cheia de mistério e, sobretudo, pela promiscuidade que consegue criar em cada história, entre o realismo, o contexto histórico e o universo mágico.

Em segundo lugar, advirto que não sou uma mulher espiritual, com crenças num mundo paralelo, suportado pela religiosidade ou pela fé em deuses pagãos.

Talvez seja mesmo isso que me seduz em Allende. A capacidade de imiscuir os espíritos na casa que é a nossa vida real.

E é isso que espero de Isabel. Que cada capítulo dos seus livros seja sobrevoado por um mistério divino, por uma crença de um povo distante ou, simplesmente, pela intuição sobrenatural de uma mulher.

Dos livros que tenho lido, sempre senti o arrepio na espinha provocado por esses momentos mágicos, mesmo que ligeiros e dissimulados.

Até num tema bem actual, centrado num desafio online, tal como o “O Jogo de Ripper”, esse universo transcendente impregnou o livro do princípio ao fim.

Quanto ao Amante Japonês, não senti esse vai-vem de espiritualidade, misto de magia e beleza, que me arrastam para dentro das páginas do livro.

Parece-me que Isabel Allende criou duas histórias de amor para colorir um relato histórico, invertendo a escrita que lhe conheço. Normalmente, é o contexto histórico que ampara o romance, como personagem secundária.

Aqui, senti que o romance foi uma pincelada para dar cor a uma parte da história americana que ficou esquecida escondida pela vergonha: a dos campos de concentração para japoneses, em território americano, muito semelhantes aos criados pelos alemães, durante a II Guerra Mundial.

Saliento, todavia, a forma magistral e sentida como Allende aborda o tema da velhice, só possível por quem já sente os passos mais lentos (Allende publicou o livro aos 73 anos).

 

Quanto ao enredo, não me arrebatou. Aliás, ou já conheço demasiado bem a estrutura dos seus romances, ou é uma história relativamente previsível (adivinhei a doença do marido e o final da história).

Mas Allende é Allende. E é um livro que vale a pensa ser lido (embora não relido).

Dom | 29.07.18

Qual é o vosso lado?

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Sou só eu que, até em camas estranhas, tenho sempre de dormir do mesmo lado?

Antigamente, tinha de me orientar e ver que lado correspondia ao meu, se a cama estivesse numa posição diferente.

Agora é instintivo. 

Esta semana, na casa de férias, só me apercebi disso na manhã seguinte. Lá acordei no meu lugar.

 

E vocês, também dormem sempre do mesmo lado?

Ou esta pancada é só minha?

Sab | 28.07.18

Ah, como eu gosto de viajar de avião!

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Há um código de conduta que nos reconhece.

A malta vê-se passar com um sorriso na cara, com o porta-bagagens atafulhado e já sabe que é uma família a caminho do Algarve.

Depois a malta vê-se passar com o porta-bagagens atafulhado, cheiozinho de pó, com um bronze que não consegue disfarçar as rugas de tristeza e já sabe.

Lá regressa mais uma família do Algarve.

Conseguimos uma casinha a bom preço mas, pelo sim, pelo não, levamos roupa para as 4 estações, comida da nossa, que lá está tudo pela hora da morte. Mais o grelhador e a máquina do café, que o que se vai poupar em bicas quase dá para ir ao Equador escolher o melhor lote de grãos de café.

Já não coube a última melancia, a mala da sogra quase que foi de atrelado e por ali ficou entalada por cima da caixa dos tomates cherry e das uvas.

 

É só por isto que o que eu gosto é de viajar de avião, com uma mala de cabine na mão. 

Nunca morri à fome. Nunca andei nua por falta de roupa.

E nuca demorei mais do que meia hora a desfazer a bagagem.

 

(Porque não vale a pena sofrer por antecipação, vou só ali dar mais um mergulho na água fria do Algarve (que raio se passa este ano com a temperatura?)  e já volto...

 

 

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Sex | 27.07.18

Passatempos que eu não me importava de ganhar #24

Para acabar Julho com passatempos quentinhos.Vamos lá tentar.

BOA SORTE

 

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Prémio:   fim-de-semana em Paris

Selecção de 1 vencedor: sorteio

Data limite:  24 de Novembro

Participar: aqui

 

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Prémio:   máquina fotográfica Canon

Selecção de 1 vencedor: foto criativa

Data limite:   29 de Julho

Participar: aqui

 

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Prémio:   Passe duplo para o Meo Sudoeste

Selecção de 1 vencedor: sorteio

Data limite:   2 de Agosto

Participar: aqui

 

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Prémio:   passe geral para o Paredes de Coura

Selecção de 1 vencedor: sorteio

Data limite:   31 de Julho

Participar: aqui

 

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 Prémio:   Pack Odisseias

Selecção de 1 vencedor: frase criativa

Data limite:   30 de Julho

Participar: aqui

 

 

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Prémio: aspirador conga ecoextreme stick easy

Selecção de 1 vencedor: sorteio

Data limite:   2 de Agosto

Participar: aqui

 

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 Prémio:   cabaz de produtos no valor de 300 €

Selecção de 1 vencedor: sorteio

Data limite:   3 de Agosto

Participar: aqui

 

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Prémio:  duas noites em quarto duplo com pequeno almoço (dois adultos + 1 criança) no Convento do Espinheiro

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Data limite:   29 de Julho

Participar: aqui

 

 

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Prémio:    creme Sorbet, da Caudalie

Selecção de 1 vencedor: sorteio

Data limite:   25 de Agosto

Participar: aqui

 

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Prémio:   1º lugar - Uma bicicleta e um jogo de tabuleiro
2º lugar - Um Ouriço gira e brinca um jogo de tabuleiro
3º lugar - Dois jogos de tabuleiro

Selecção de 1 vencedor: frase criativa

Data limite:   12 de Agosto

Participar: aqui

 

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Prémio:   pack Yves Rocher

Selecção de 1 vencedor: sorteio

Data limite:   28 de Julho

Participar: aqui

 

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Prémio:   Ninho "Baby-Sleep"

Selecção de 1 vencedor: sorteio

Data limite:   6 de Agosto

Participar: aqui

 

 

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Prémio:   kit de pincéis de maquilhagem

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Data limite:   5 de Agosto

Participar: aqui

 

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Prémio:   1 bikini

Selecção de 1 vencedor: sorteio

Data limite:   31 de Julho

Participar: aqui

 

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Prémio:   voucher de 5 dias de férias em Portugal

Selecção de 3 vencedores: sorteio

Data limite:   31 de agosto

Participar: aqui

 

 

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Prémio:   um fato-de-banho de criança, à escolha

Selecção de 1 vencedor: sorteio

Data limite:   25 de Agosto

Participar: aqui

 

 

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Prémio:   produtos Havaianas

Selecção de 3 vencedores: sorteio

Data limite:   16 de Agosto

Participar: aqui

Sex | 27.07.18

Desafio das 52 semanas: Fico impaciente com pessoas que…

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Se esvaem em pormenores desnecessários e infinitos antes de chegarem à mensagem principal.

Que por essa altura, eu já as desmembrei e lhes cortei a língua várias vezes...

Pelo que apenas me parecem leves almas penadas que ainda agitam os lábios.

Mas já não oiço nada do que dizem!

 

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 Nesta TAG participam para além de mim a Ana, a Ana Paula, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, o David, a Fátima, a Gorduchita, a Happy, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Marquesa de Marvila, a Mimi, a Paula, o P.P, a Sweetener, a Sofia, a Tatiana, a Tita e o Triptofano.

Qui | 26.07.18

Um amanhã melhor

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Ah, é oficial!

A esta hora em ponto, estou de férias.

 

Amanhã estarei a estender a toalha na areia, abrir um livro e olhar o mar!

 

Claro que hoje ainda vou confeccionar comida para levar, passar a ferro, fazer malas, conferir listas...últimas compras...a ver se não me esqueço do protector e da escova de dentes...da geleira para a praia e do pára-vento...documentos...casacos quentinhos

...pensar no que vou fazer nos dois jantares que hei-de preparar para amigos durante a próxima semana...já agora na ementa para os dias de férias...

 

...eu vou...mas vou cansada.

E volto...só não prometo vir descansada! 

 

 

Qui | 26.07.18

O toque de anti-Midas

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Este post vai-me custar caro, daqui por umas horas. 

Quando for lido pela visada.

E não, não é vingança. É puro desabafo.

 

Penso que conhecem a história do Rei Midas. O tal da mitologia grega, que transformava em ouro tudo aquilo em que tocava.

Agora imaginem que dentro de vós sai a anti-Midas.

Parida de uma pessoa com mãos delicadas, que até se ajeita a transformar vários materiais em coisas relativamente bonitas.

 

Durante mais de 20 anos tive esperança que a idade quebrasse esta maldição.

Ontem mentalizei-me que não.

É que a minha filha continua a fazer jus ao seu cognome de "Mãozinhas".

Pela vida fora, sempre conseguiu proezas inumanas tais como:

- abrir uma gaveta e parti-la;

- tocar numa coluna e despedaçá-la;

- agarrar no aspirador e partir-lhe a asa;

- quebrar o vidro do iPhone dois dias depois de o substituir (por o ter partido antes)...

- Já conseguiu enrolar o cabelo numa escova de tal modo que tive que a levar a casa da cabeleireira (fora de horas) para lhe tentar salvar quase metade do cabelo.

- E daquela vez que estava a fazer um bolo e ficou com a cara encostada à batedeira porque deixou prender o cabelo nas varas, que se foi enrolando até ao couro cabeludo?

- Não vou falar de loiça partida (incluindo o prato do micro-ondas) e de coisas derramadas. Isso já é tão vulgar nesta casa!

 

Com ela, todo o cuidado é pouco. 

É por isso que, sempre que lhe compro alguma coisa de valor, faço seguro. 

 

Ontem, foi fazer uma sobremesa que implicava triturar frutos secos.

Eu tenho um processador que faz conjunto com a varinha mágica.

Basta encaixar a parte de cima da varinha no processador.

Sem esforço, sem dificuldade. Faço-o há anos...

E, pese embora os avisos de AMBOS OS PROGENITORES para ter cuidado, que estava a fazer muita força para encaixar as peças, conseguiu triturar os cajus e as nozes do Brasil!!!

Depois quis separar as peças.

E não conseguiu.

Lá fui eu e o pai. Um segura, o outro puxa delicadamente.

Nada.

Com a ponta de uma faca, tentámos abrir espaço para as duas partes se soltarem.

Sucesso!

Mas uma peça ficou agarrada à varinha.

Puxámos.

E descobrimos que ela conseguiu atarraxar uma peça na outra de tal forma que rebentou com o plástico do encaixe!

 

Nascida anti-Midas, anti-Midas para sempre!

Mãos que transformam no oposto do ouro (não vou dizer palavrões).

O que toca, parte.

 

Até corações ela parte! 

 

 

 

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