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A 3ª face

Qui | 07.11.19

Poupanças fininhas

 

Da próxima vez que entrarem num supermercado, vão com tempo.

Percorram lentamente os corredores e respondam a esta questão:

 

Quantos produtos compro por golpe de marketing?

 

Porque crescemos numa sociedade consumista, que nos formata para a aquisição, acabamos por gastar mais dinheiro em produtos perfeitamente desnecessários. E que geram maior quantidade de desperdício: de plástico, obviamente.

 

É o caso do sal fino e do açúcar em pó.

 

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São produtos muito mais caros do que os normais e que podemos fazer em casa em menos de 1 minuto.

 

Basta colocar o açúcar ou o sal “normal” num processador ou moinho de café e está pronto!

 

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No caso do açúcar, pode ser feito na quantidade necessária, evitando que o resto do produto se transforme em pedra, numa prateleira da despensa.

 

No caso do sal, evita-se a ingestão de alguns aditivos, daqueles que ajudam a que o sal fino não se aglomere.

Mas isso resolve-se com a colocação de alguns grãos de arroz no saleiro.

 

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São pequenas poupanças mas que, ao fim de um ano, podem ajudar a pagar o Jantar de Natal! 

Qua | 06.11.19

E depois acabaram...

 

Lembram-se das minhas experiências com o desidratador? (se não, podem refrescar a memória aqui)

Entre outras coisas, desidratei tomatinhos cherry, da horta dos meus pais.

Fiz 4 frascos, a ver como ficavam.

Em dois, misturei orégãos no azeite.

Nos outros, manjericão.

 

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Pois o tomatinho rapidamente casou.

Com a mozzarella.

Passaram a frequentar saladas, pizzas, massas e bifinhos enrolados.

Ontem, foram vistos pela última vez.

No meio de uns bifes de frango temperados com sal e pimenta.

Estavam acompanhados por folhas de espinafre e de manjericão.

Depois de enrolados e regados com o azeite da conserva, foram ao forno.

 

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E depois…depois acabaram!

 

Sobrou o azeite aromatizado, que será usado em pratos com tomate.

Que, por aqui, tudo se aproveita.

 

Ter | 05.11.19

Só um cheirinho

 

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Eu prometi que iria dando conta dos motivos da minha presença menos assídua  da blogosfera.

Eu prometo... eu cumpro!

 

Aqui fica um cheirinho do que tenho andado a fazer (entre dezenas de outras coisas)

Alguém adivinha o que é?

 

Se não adivinharem, não mostro mais! 

 

 

Seg | 04.11.19

Sou uma sapinha finalista: não poupem votos!

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E eis que o maior prémio do ano já está em disputa!

E eu lá estou...entre os finalistas!

 

Dizer que estou orgulhosa é pouquinho.

Só por isto, já me sinto recompensada pelas horas que troco ao descanso e ao dinheiro (sim, porque enquanto blogo, deixo as encomendas de artesanato ao lado da máquina de costura...e elas não se fazem sozinhas).

Alguém reconhece que as minhas partilhas têm utilidade e isso, para mim,  é um prémio sem preço!

 

Poderia encher o blog de retalhos sobre poupança, cortados à pressa de outros sítios  e cosê-los a zig-zag.

Porém, prefiro bordar os posts "à mão", com a marca das minhas vivências e experiências...chamo a isto consistência e não consigo viver de outra forma.

 

Sinto que tudo aquilo que dou, recebo em dobro: os comentários, as mensagens privadas, os incentivos.

Este é, sem dúvida, o maior prémio.

Todavia, se acharem que mereço mais, coloquem uma cruzinha aqui, até dia 30 de Novembro:

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Não poupem votos.

E não reforcem a abstenção!

 

 

 

Sex | 01.11.19

Hoje, não há passatempos

 

Sendo hoje o Dia de Todos os Santos, só posso concluir que a Net não é nenhuma santinha...

está tão lenta, tão lenta, que não consigo fazer a compilação de passatempos.

 

Tentarei lá pela madrugada, a ver se o pessoal vai celebrar os Santos para outro lado e me deixa um pedacinho de fibra disponível....

 

para quem esperava pelo post, as minhas desculpas. 

 

És mesmo uma miséria, NOS! 

Sex | 01.11.19

Desafio dos Pássaros #8

 

Tema da semana: Escreve uma carta para a criança que foste

 

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A casa dos padrinhos já foi a minha.

Pertence à família há gerações e cresci lá até que, sob chantagens e ameaças, convenci os meus avós a mudarmo-nos para Lisboa.

 

Hoje, a madrinha pediu-me para ir ao sótão procurar frascos de vidro para a compota de abóbora, que os CTT não entregaram a encomenda a tempo.

Num canto, coberta de pó, encontrei a arca que costumava estar no meu quarto e onde guardava os brinquedos e as relíquias.

Abri-a e um turbilhão de memórias rodopiou e ganhou vida.

Por lá, encontrei o meu antigo diário e abri-o ao calhas:

Querido diário

Estou muito triste e ninguém me compreende.

Viver aqui, no meio do nada, sempre a ver as mesmas pessoas, está a matar-me.

Hoje, o avô ralhou-me, quando me descobriu no seu quarto a usar as joias da avó. Disse-me que valiam muito dinheiro e poderias parti-las ou perdê-las.

Eu só queria fingir que vivia numa casa grande, numa família rica, como aquelas das novelas que vejo à noite.

Decidi desaparecer para assustá-lo e escondi-me na casa do fumeiro, entre as enormes talhas de azeite.

Entre soluços, acabei por adormecer e abri os olhos já era quase noite.

Por esta altura, o meu avô já deveria estar desesperado. Benfeita!

Iria ficar ali toda a noite (…)

 

Como me recordo desse dia!

Retirei a caneta que pertencia ao diário e resolvi escrever uma carta à criança que fui, como resposta a este episódio.

 

“Cara miúda,

Se te disser o quão errada estavas, não acredites.

Foi preciso sair do Alentejo e viver o sonho, para aprender que nem todas as nuvens são de algodão. Por vezes, desfazem-se em água e desaparecem…

Viver em Lisboa não é assim tão bom.

O horizonte do mundo não se perde de vista como numa seara de trigo e torna-se muito mais pequenino. E nunca tens tempo para ver o por do sol alaranjado, espelhado na água do rio.

No dia em que te escondeste, aprendi uma grande lição.

Ficaste lá só mais alguns minutos. Depois, o cheiro a pão quente acabado de sair do forno de lenha, hipnotizou-te e correste para a avó, a pedir uma tiborna.

Na azáfama do dia, ninguém notou a tua falta.

 

E descobri que, na vida, mesmo nos momentos maus, há sempre o cheiro de um pão quente a sair do forno, que chama por nós.

Só temos que saber inspirar.  

 

(continua...)

 

Tiborna: fatia de pão quente regada com azeite e polvilhada com açúcar e canela

Foto: Euzinha, p'raí com 3 anos

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