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A 3ª face

Seg | 05.03.18

5 dias em Paris (em modo low cost) - 1º dia

Há vários anos que andávamos a adiar Paris: porque exigia longas caminhadas, que o meu filho não iria querer fazer (deixá-lo cá e privá-lo de conhecer a cidade não era opção), porque o dinheiro não dava e, já que se vai a Paris, que se consiga pagar as entradas nos monumentos principais e não morrer à fome, caramba!

Mas as saudades de viajar de avião quase nos matavam cada vez que passávamos pelo aeroporto e a viagem transformou-se na nossa prenda de Natal familiar. 

Com os cêntimos contados.

Com muita pesquisa para encontrar os voos e o hotel mais barato (com condições aceitáveis, entenda-se).

 

COMO LÁ CHEGÁMOS

Optámos por ir bem cedo (cerca das 7.00 h), num voo da Ryanair com destino ao aeroporto Beauvais-Paris. No site da Ryanair, também comprámos os bilhetes de autocarro para o transfer até Paris. O aeroporto é pequeno e a paragem do autocarro é à saída do terminal (de qualquer modo, o aeroporto tem caixas automáticas para comprar os bilhetes do transfer).

O percurso demora cerca de 40 minutos (acho eu, que adormeci a meio) e desembarcámos na Place de la Porte Maillot, mesmo em frente ao Palácio dos Congressos, onde há metro. 

Comprámos uma caderneta de 10 viagens na máquina automática, que é a opção mais barata (os bilhetes também dão para autocarro). As bilheteiras normais disponibilizam mapas do metro, o que é óptimo para os turistas (mas eu já levava um mapa impresso).

O metro de Paris é uma verdadeira teia, com as suas 14 linhas, a que acrescem algumas variantes que se ramificam das linhas principais. Mas, desde que se saiba antecipadamente qual o terminal da linha em que queremos andar, tudo fica mais fácil. Quando isso acontece, os paineis das plataformas indicam o destino e o tempo de espera de cada metro, pelo que basta estar atento. 

De qualquer modo, o Google Maps é sempre o nosso melhor amigo, para nos indicar os percursos e as correspondências entre as linhas (mesmo a sério!!)

Uma vez no metro certo (a  primeira tentativa levou-nos à direcção oposta e tivemos que sair na paragem seguinte para mudar de linha), fomos fazer o check in no nosso hotel, um Ibis Styles na periferia de Paris, em Mairie de Clichy (para mim, aquilo era Paris mas para os funcionários do hotel, parecia que estávamos a milhas de distância).

O metro fica na esquina da rua, o hotel é simpático e acolhedor, assim como os funcionários, embora tenha que destacar a Maria, portuense de gema, que é a maior das simpatias e a quem eu agradeço todas as amabilidades!

O pequeno almoço é agradável, com direito a sumo de laranja natural e tem medidas de desperdício zero (pauzinhos de café em madeira e doces servidos em boiões grandes, dispensando as unidoses tradicionais). Agradeço ainda a cafeteira eléctrica no hall de entrada, que nos proporcionou uns chás reconfortantes quando entrávamos regelados do frio polar, a  acompanhar com uns pequenos croissants (tudo grátis). 

Se forem para aqueles lados, podem ficar ali hospedados, que não se irão arrepender.

Feito o Check In, almocámos rapidamente num Mac (que original, não é?), e apanhámos um autocarro directo para a zona de Montmartre.

 

O ROTEIRO DO PRIMEIRO DIA

Graças aos conselhos da Travellight World (obrigada, mais uma vez), começámos a visita à cidade por Montmartre, com destino à Sacré Coeur. 

Para meu desespero, esta zona está repleta de lojas de tecidos e artigos de retrosaria e foi mesmo muito difícil resistir a entrar nas lojas e ficar por ali o resto dos dias!!! 

 

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Sacré Coeur

Depois de subirmos  197 degraus (há sempre a opção do funicular), deparamo-nos com uma vista de Paris  capaz de cortar a respiração! Os bancos e o relvado exterior proporcionam um bom descanso, enquanto observamos, ao longe, o casario a perder de vista e a cúpula de muitos monumentos.

A entrada  na Basílica é gratuita e vale bem a visita. No entanto, a subida à cúpula é paga e nós dispensámos essa despesa porque nos pareceu que não iria acrescentar muito mais à vista cá de baixo.

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 Vista da Sacré Coeur

 

Seguimos para a Place du Tertre, onde se concentram os pintores de rua, que dão um charme inimitável àquela zona. É mágico andar por ali e perceber como se consegue, de maneiras tão diferentes, pintar as mesmas paisagens!

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 Place du Tetre

Desfrutámos de um passeio pelas ruas de Montmartre, enquanto descíamos em direcção ao Moulin Rouge. 

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São ruas tipicamente parisienses, como aquelas que vemos nos filmes (aliás, é por aqui, na rua Lepic, que fica o café Des 2 Moulins, onde foram filmadas cenas de "O fabuloso destino de Amélie"), com as célebres pâtisseries, boulangeries e floristas.

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Claro que ninguém resistiu a provar os verdadeiros croissants franceses e mais uns quantos bolinhos maravilhosos!

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E, no Boulevard de Clichy, deparamo-nos com o famoso moinho vermelho, cujas pás vão rodando ao sabor do vento e da fama! Ponto obrigatório para uma boa foto, cheia de cor.

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Com muito frio e coragem, fizemos uma longa caminhada até às Galerias Lafayette. Indescritível o interior desta loja de luxo! As fotografias não conseguem transmitir a beleza interior do edifício e da sua enorme cúpula azul!

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 Interior das Galerias Lafayette

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Cúpula das Galerias Lafayette

 

Mas não ficámos por aqui. As galerias têm um segredo e era esse o nosso objectivo: subir ao terraço e apreciar a vista deste ponto. E garanto-vos que valeu bem a pena o frio que suportámos. A Ópera, com os seus dourados, fica mesmo ali ao lado e a Torre Eiffel, já iluminada, espreitava altivamente por entre os prédios. 

 

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 Jantámos por ali (não é uma zona barata mas estávamos demasiado famintos e gelados para nos afastarmos) e, de metro, regressámos ao nosso hotel.

Andámos cerca de 10 km, comprova a APP do telemóvel da minha filha. 

Amanhão será um dia ainda mais longo. 

Au revoir!

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