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A 3ª face

Ter | 06.03.18

5 dias em Paris (em modo low cost) - 2º dia

Sempre que viajo para um destino novo, não prescindo de uma voltinha num autocarro turístico. É o meu luxo.

Considero que é a melhor maneira de conhecer a cidade em pouco tempo porque, para além do circuito pela zona turística, o áudio-guia vai-nos dando informação sobre a história e as curiosidades (às vezes pouco históricas) dos locais.

Paris não foi excepção e não me arrependo. Optámos por bilhetes de dois dias com cruzeiro no Sena incluído. Com esta opção, o Big Bus revelou-se mais económico e os bilhetes comprados pela net têm uma redução de 10% (os 2 dias acabaram por se transformar em 3, mas isso eu explico no próximo post).

Devo alertar, já aqui, que não precisava de dois dias de Bus. Depois de fazermos os dois circuitos diferentes do autocarro, (cerca de 3 horas) que nos permitem conhecer o essencial de Paris, queremos mesmo é andar a pé! Mas pensávamos que era mais cómodo e rápido para as deslocações entre as várias zonas a visitar.

O frio não nos impediu de subir ao piso superior do autocarro para desfrutar em pleno do passeio. De facto, lá de cima, temos uma perspectiva diferente, que não conseguimos quando andamos a pé. 

 

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A subida dos Champs Élyseés, com o Arco do Triunfo a surgir no horizonte

 

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A Torre Eiffel, vista do nosso Big Bus

 

Foi no meio deste percurso, enquanto tinha o Sena a meu lado que não segurei o comentário: “Oh, como eu compreendo o José Sócrates!” Para viver ali, à grande e à francesa, até eu ponderava vender a alma ao diabo!

 

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 Square du Vert Galant (local de históricos encontros amorosos), ainda submerso pelas águas do Sena

Terminado o passeio de autocarro, iniciámos as nossas visitas à Notre Dame! A entrada é gratuita, o que me surpreendeu mas eu pagaria para visitar o interior, se necessário fosse. A catedral é deslumbrante, onde se destacam as rosáceas em vitral multicor e os arcos góticos colossais, que nos querem elevar à eternidade A traça arquitectónica, resultante das diferentes fases de construção, tornam este monumento magnificente, embora a sua fama se deva, em grande parte, ao romance de Victor Hugo “O Corcunda de Notre Dame”, às gárgulas e ao Emmanuel, o sino da torre sul, cujas badaladas estão reservadas para momentos especiais.

Não subi os 386 estreitos degraus de acesso à Torre porque a entrada era paga (8,50 € por adulto, embora seja grátis para os jovens da UE até aos 26 anos) e demorada (estava uma fila jeitosa) mas a vista deve ser impressionante!

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A tarde já estava quase a meio quando sucumbimos à fome e, ao acaso, acabámos por optar por uma rua movimentada do Quartier Latin, onde existem várias opções de comida rápida a preços acessíveis: a Rua Saint-André des Arts, junto à bonita fonte Saint-Michel. O passeio pelas ruas deste famoso bairro dos estudantes (a Sorbonne está mesmo ali), com passagem pela livraria Shakespeare & Company é obrigatória, para quem quer sentir o pulsar de Paris!

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 Place Saint-Michel e início da R. Saint-André des Arts

 

Quisemos esperar pela noite para fazer o cruzeiro de barco pelo que, durante o crepúsculo, caminhámos lentamente (com muito frio, é certo) junto ao rio, desfrutando do charme da paisagem e dos bouquinistes das margens do Sena, com os seus livros e gravuras antigas.

A água do Sena continua acima do nível normal mas a sua beleza, sublimada pela inúmeras pontes, cria um dos percursos mais românticos que já fiz!

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O cais de embarque para os passeios no Sena é junto à Torre Eiffel.

Ver a Dama de Ferro à noite, com o seu espectáculo de luz e brilho é impressionante e indescritível!

Mas aqui, um contratempo deixou-me enfurecida: quando quis embarcar, a senhora da bilheteira apercebeu-se de que o bilhete estava errado: em vez das entradas para o barco, haviam-me passado um bilhete de criança!!!  O cruzeiro ficou adiado para o dia seguinte porque teríamos que ir à agência do Big Bus corrigir o bilhete. Comemos por ali, num quiosque de rua regressámos ao hotel.

 

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Mesmo com o percurso turístico no Bus, palmilhámos 13 km neste dia.

 

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