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A 3ª face

Seg | 12.03.18

5 dias em Paris (em modo low cost) - o último dia

 

O último dia foi aproveitado até ao fim.

Após o check out no hotel e já de bagagem a tiracolo, apanhámos o metro e o RER para Versailles (a viagem foi agradavelmente barata: de Mairie de Clichy a Versailles, cada bilhete custa 3,65 €).

Chegámos a Versailles ao mesmo tempo da neve. Os flocos  brincaram connosco até à entrada no palácio. Fazia frio como o raio mas a neve foi uma alegria!

O bilhete de acesso total (palácio, jardins, trianons e cavalariça) custa 20,00 € mas é grátis para os jovens da UE até aos 26 anos.

Os cacifos para guardar os sacos também são grátis.

O audio-guia é grátis e muito completo. Se lá forem, não se esqueçam de o pedir!

Na hora de comer, saiam do palácio e vão até à vila (podem voltar a entrar sem problema, basta mostrar o bilhete). Há muita variedade de restaurantes, para todos os preços. No palácio, apenas há uma restaurante gourmet, com preços incompatíveis para uma viagem low cost).

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Apesar do palácio ter uma ala fechada para obras de conservação, penso que é uma visita obrigatória para quem vai a Paris! A sumptuosidade da construção e dos ornamentos deixa-nos perplexos. 

O audio-guia vai-nos dando a conhecer alguns pormenores curiosos da vida da corte. 

O rei-sol, por exemplo, tinha o quarto voltado para nascente (só podia ser) mas não se deitava nem acordava sozinho: havia toda uma cerimónia do deitar e acordar do rei que lhe enchia o quarto de gente. A ceia também era uma mini-espectáculo digno do Big Brother: a família real comia numa mesa enquanto a corte se sentava em plateia a observar e a comentar cada gesto do soberano. Quem disse que vida de rei era fácil?

 

A imensa Galeria dos Espelhos (na época, os espelhos eram um luxo raro) é, de facto, um exemplo impressionante do esplendor real, pelo que não admira que seja o ícone do Palácio.

 

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Mas a Galeria das Batalhas, com uma impressionante colecção de pinturas alusivas às grandes vitórias francesas não impressiona de somenos. Aqui aprende-se rapidamente os principais factos históricos franceses, frente aos quadros em tamanho XL (o audio-guia é o nosso melhor amigo nesta sala).

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 E os jardins? 

Reconheço que na Primavera, com os canteiros floridos, a paisagem deva ser soberba. Mas o passeio entre os lagos gelados, que mais parecem forrados a porcelana fina, não deixa de ser mágico. 

E o jardim é enorme! A perder de vista!

Existe uma comboio que faz o percurso mas o preço não é low cost e optámos por andar a pé. 

Com a neve a acompanhar-nos.

Está frio mas não sentimos. A adrenalina de querer ver tudo com o tempo contado (temos um avião para apanhar ainda hoje) distrai-nos da temperatura.

  

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Só conseguimos chegar ao pequeno Trianon.

Petit Trianon é um palácio construído no século XVIII pelo Rei Luis XV para a sua amante, a Madame Pompadour.

Mas, após a subida ao trono, Luis XVI ofereceu-o à sua esposa, Maria Antonieta, e parece que passou a ser o seu local preferido. À volta, construiu um jardim privado e o Templo do Amor, erigido em mármore com a figura de Eros, o deus grego do Amor, ao centro.

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Eram horas de regressar. Comprámos a viagem de RER para o aeroporto Charles de Gaulle (13,10 €) e com alguns sobressaltos  pelo caminho (a estação de ligação do RER está fechada para obras e tivemos que ir de metro para outra estação), lá chegámos.

Na viagem, alguém se apercebeu das notícias do massacre na Síria.

O meu filho interrompeu, com aquela voz que lhe sai do coração:

- E nós aqui a passear em Paris!

Tivemos que lhe explicar que o problema da Síria não é pobreza económica e o nosso (pouco) dinheiro não evitaria a guerra.

Afinal, com uma frase, regressei  ao mundo real bem antes de chegar a Lisboa!

O conto de fadas acabara aqui.

 

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