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A 3ª face

Seg | 09.09.19

A palavra que me faltava: CLIMATARIANA

 

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A semântica tem um poder forte.
Às vezes, uma simples palavra consegue dar sentido ao que sentimos e não conseguimos extravasar. Simplesmente porque não tem nome.


Ora eu tenho-me esforçado arduamente por mudar os meus hábitos e reduzir a pegada ecológica.
Todavia, nunca fui de extremos e fundamentalismos e não consigo, neste caso, tornar-me radical em relação a certos aspectos.
Até porque acho que em todos os comportamentos extremistas, emergem sempre algumas incongruências e contradições.


A alimentação é um bom exemplo.
Cada vez como menos carne mas não dispenso algum peixe, os ovos das minhas galinhas e o queijinho de ovelha.
Nunca me fez sentido abusar da soja sabendo que vem lá de tão longe e que é uma produção que também tem contribuído para a desflorestação…


Não me assumo como vegetariana nem aspiro ser vegan.
Recentemente, uma palavra veio definir aquilo que eu quero ser: CLIMATARIANA


Ou seja, uma pessoa que ajuda a salvar o planeta através das escolhas alimentares, cortando na carne e outros alimentos com uma elevada pegada de carbono.

Ao contrário dos vegan, os climatarianos podem comer carne — preferencialmente a carne de porco, já que polui cerca de cinco vezes menos do que a carne de vaca ou de frango — mas a diferença está no equilíbrio.
Interessa, sobretudo, saber a viagem que os alimentos fizeram para chegar aos mercados e supermercados locais (devido à emissão de gases do efeito estufa no transporte), reduzir o consumo de carne e de peixe, mas garantir que, quando são consumidos, provêm de criações mais sustentáveis e com menos exploração animal. Dão primazia aos alimentos sazonais e produzidos de forma responsável e esforçam-se para não gerar desperdício. Desde a casca de maçã para produzir vinagre às dos vegetais para confeccionar caldo de carne, o que importa é não produzir lixo e reaproveitar tudo - o verdadeiro conceito de desperdício zero.

Esta atitude implica um esforço prévio, logo no acto de compra: saber quais os produtos de época e a proveniência dos alimentos: para quê comprar maçãs americanas se há as saborosas maçãs de Alcobaça?
Optar por alimentos bio e a granel é outro mandamento dos climatarianos.

Isso implica saber ler rótulos e conhecer os selos.
É sobre isto que me quero dedicar esta semana!

 

Nota: este post foi baseado num artigo da Magg, que podem - e devem - ler aqui

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