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A 3ª face

Ter | 11.06.19

Alentejo: onde até as vaquinhas se afogam...

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Deveria ser obrigatório os cidadãos citadinos passarem, pelo menos, 15 dias no Alentejo (ou noutra região, mas eu defendo o que é meu).

Isso é tão mais válido para as crianças, em processo de formação psicossocial, para que conheçam onde e como as ervinhas e os animais se criam.

 

Para evitar assim…como hei-de chamar…situações  divertidas…anedóticas…hilariantes.

 

Tais como:

 

 Uma criança contemplar um extenso campo de arrozal verdejante e exclamar:

- Olha pai, que relvado tão grande! 

 

OU

 

Um homem adulto estar a lamentar-se por ver destruídas as suas memórias idílicas de infância:  ao  regressar a  uma zona de arrozal, outrora verdejante, pontilhada por bonitas aves brancas, deparou-se agora com uma paisagem  ao abandono, com a terra revolta e seca (lavrada, queria ele dizer), sem sinal das aves que, muito provavelmente, emigraram para outras paragens, em busca de alimento… 

 

OU

aquele casal em passeio que, num dia de sol abrasador, ligou para as autoridades porque uma vaca se estava a afogar (num pequeno açude onde se refrescava)… 

 

Aproveitem as férias e passem uns dias no campo, meus amigos!

Não se afoguem em ignorância desconhecimento.

É um pequeno conselho que vos dou.

 

E já agora, para quem desconhece, o arroz é uma cultura de verão, que verdeja entre Junho a Agosto, mais coisa menos coisa. Antes, há um imenso trabalho de preparação dos campos, o que implica “revolver” a terra e depois alagá-la.

Sr. Decepcionado, regresse daqui por umas semanas e a sua infância estará lá a aguardar por si,ok? 

 

 

 

3 comentários

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    Anónimo 11.06.2019

     É que lá não havia nada...só trabalho!

    Eu bem sei que há pouca coisa em Beja, mas sei específicar: falta de bons acessos ferroviários e rodoviários, um hospital com mais recursos humanos, temos menos pessoas, há muito " velho" que chateia muita gente por ainda estarem vivos, esquecendo que vão ser também velhos, por exemplo. Mas, dizer genericamente há pouca coisa sem especificar...
    Depois, há muito trabalho, em Beja e em todas as localidades. Trabalho, no sentido da labuta, fazer muitas tarefas sem olhar ao lado monetário, claro está. Agora, aquele espírito vou para o emprego faço o mínimo e recebo, é esquisito. Mesmo em Beja, estamos despovoados, mas ainda aparece muita gente doente no hospital. Certamente, que ficou mais enriquecida na sua sapiência: diagnosticar a febre da carraça.
    Nós queremos é ter pessoas felizes a viver no Baixo Alentejo
  • Sem imagem de perfil

    Manuela 11.06.2019

    Bom, eu quando fiz o comentário neste blog comecei por dizer que gosto muito do Alentejo. E mantenho! Mas também disse que uma coisa era ir lá de visita e outra viver lá. Eu sempre lá fui de visita e gostei muito: das paisagens, da gastronomia, das pessoas.
    A minha filha viveu lá. E trabalhou muito, atendendo doentes de todas as idades e com diferentes patologias. Umas mais graves do que outras, como acontece em qualquer hospital.
    Porque é que lá não acontece nada? Bom, no entender dela,
    que é uma mulher de Lisboa, não há cinemas, nem centros comerciais, nem lojas, ou seja, falta-lhe aquela vida dum grande centro urbano a que ela está habituada. Contudo, também disse que fez amigos...nem tudo foi mau. Foi uma experiência que, certamente, guardará para a vida dela.
    Por tudo isto, não há necessidade de se sentir ofendida com o meu comentário.
    Certamente que, um dia, gostará de rever com a família que, entretanto, constituiu, o lugar onde começou a sua carreira profissional.
    E viva o Alentejo!
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