Alentejo: onde até as vaquinhas se afogam...

Deveria ser obrigatório os cidadãos citadinos passarem, pelo menos, 15 dias no Alentejo (ou noutra região, mas eu defendo o que é meu).
Isso é tão mais válido para as crianças, em processo de formação psicossocial, para que conheçam onde e como as ervinhas e os animais se criam.
Para evitar assim…como hei-de chamar…situações divertidas…anedóticas…hilariantes.
Tais como:
Uma criança contemplar um extenso campo de arrozal verdejante e exclamar:
- Olha pai, que relvado tão grande! ![]()
OU
Um homem adulto estar a lamentar-se por ver destruídas as suas memórias idílicas de infância: ao regressar a uma zona de arrozal, outrora verdejante, pontilhada por bonitas aves brancas, deparou-se agora com uma paisagem ao abandono, com a terra revolta e seca (lavrada, queria ele dizer), sem sinal das aves que, muito provavelmente, emigraram para outras paragens, em busca de alimento… ![]()
OU
aquele casal em passeio que, num dia de sol abrasador, ligou para as autoridades porque uma vaca se estava a afogar (num pequeno açude onde se refrescava)… ![]()
Aproveitem as férias e passem uns dias no campo, meus amigos!
Não se afoguem em ignorância desconhecimento.
É um pequeno conselho que vos dou.
E já agora, para quem desconhece, o arroz é uma cultura de verão, que verdeja entre Junho a Agosto, mais coisa menos coisa. Antes, há um imenso trabalho de preparação dos campos, o que implica “revolver” a terra e depois alagá-la.
Sr. Decepcionado, regresse daqui por umas semanas e a sua infância estará lá a aguardar por si,ok? ![]()

