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A 3ª face

Ter | 19.02.19

Código 560 : português de Portugal??

 

IMG_20190217_143346.jpg

 

O código de barras é assim como a impressão digital de um produto. Isso toda a gente sabe.

Mas quem sabe interpretá-lo?

Sentem-se mais ou menos como eu, uma analfabeta dos riscos e algarismos?

Quando uma determinada empresa produtora deseja colocar os seus produtos no mercado, seja ele interno ou para exportação, terá de codificar os seus produtos segundo as normas da GS1 Portugal (Codipor-Associação Portuguesa de Identificação e Codificação de Produtos).

Não sendo uma obrigação legal, é uma obrigação do mercado. Este organismo gere e regula a atribuição dos códigos de barras em Portugal.

Cada fornecedor tem um código de barras atribuído pela GS1 e desta forma não existe a possibilidade de existirem 2 produtos com o mesmo código de barras em circulação em toda a cadeia de abastecimento, quer em Portugal quer no resto do mundo.

 

O EAN-13 tornou-se o código de barras mais utilizado mundialmente, permitindo a identificação de um produto a ser vendido, movimentado e armazenado. Este código inclui um prefixo de três dígitos que identifica a Organização Membro GS1 responsável pela gestão do código em questão. O prefixo da GS1 Portugal CODIPOR é o 560.

 

cdigo_de_barras_alimentar.png

 

560: o que é nacional é mesmo?

 

Um dos mitos que rodeiam o 560 é o de que a sua presença num código de barras significa que o produto tem origem nacional.

O  famoso 560 - que todos procuramos quando queremos comprar nacional - também integra uma outra estrutura numérica que se designa por CEP – Código de Empresa Portuguesa, que contém entre 7 a 10 dígitos, a partir dos quais são construídos os códigos de barras.

Ora este CEP é atribuído à entidade proprietária de uma marca, seja esta nacional ou estrangeira, desde que associada da GS1 Portugal CODIPOR. Alguns exemplos de situações em que é possível obter um CEP.

 

O que significa que uma empresa estrangeira que constitua filial ou sucursal em Portugal ou tenha um registo comercial português que importe produtos fabricados fora do país e os coloque no mercado português com marca própria pode ter um código 560.

E não comercializar, na verdade, produtos portugueses.

Do mesmo modo que poderemos estar a comprar uma marca estrangeira e consumir produtos de origem nacional.

 

E como decifrar o código de barras?

Já olhou para um código de barras e sentiu curiosidade em saber o mistério que os números e as barras escondem?

Qual o país de origem?

Pois há um site onde pode digitar o código e “traduzi-lo” – o GEPIR.

 

Tomemos por exemplo o meu produto da foto. Ao inserir o código, obtenho toda a informação sobre a empresa fabricante/comercializadora:

 

gepir.png

 

Ficaremos sempre na dúvida se estamos a consumir produtos portugueses. Sobretudo se não conhecermos o processo de fabrico.

Mas, pelo menos, estamos esclarecidos.

 

Fontes do artigo:

https://invisibleflamelight.wordpress.com/2014/01/19/cdigos-de-barras-perguntas-e-respostas/

http://gepir.gs1.org/index.php/search-by-gtin        

http://www.gs1pt.org/             

http://www.hipersuper.pt/2011/07/13/era-uma-vez-o-codigo-560/

2 comentários

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    A 3ª face 20.02.2019

    Obrigada!
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