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A 3ª face

Dom | 23.12.18

E assim é Natal

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Quando eu percebi o que era o Natal, vivia numa casa com uma grande chaminé.

Daquelas antigas, com bancada onde se colocava o fogão e as botijas por baixo.

Na véspera, antes de dormir, colocava o meu minúsculo sapatinho ao lado do fogão.

O Menino Jesus (na altura acho que o Pai Natal ainda não tinha sido importado da Lapónia), durante a noite, passaria por lá e deixaria alguns embrulhos.

De manhã era a alegria total! Tanto papel para rasgar!

 

Os meus filhos já não esperaram pela manhã. Aliás, a chaminé era demasiado estreita para alguém passar. Mesmo o menino do presépio.

O Pai Natal batia à porta, entrava com um saco e desaparecia a seguir, enquanto o meu marido estava na casa-de-banho. Coitado! Todos os anos perdia a oportunidade de cumprimentar o Pai Natal.

 

Agora as crianças estão crescidas. O Natal perdeu algum encanto. Mas a família continua a reunir-se à mesa. Estamos todos.

Ainda.

Com saúde.

 

Sei que para alguns de vós, que me estão a ler, o Natal vai ser mais triste.

Há doenças que não tiram férias no final do ano. Há cadeiras ocupadas pela saudade.

Há reviravoltas na vida que nos roubam a vontade de celebrar o Natal.

 

Mas há boas recordações.

E há a esperança de um futuro, com que vale a pena sonhar.

 

Que sejam esses sonhos realizados a melhor prenda de Natal.

Pelo menos são os meus desejos.

 

FELIZ NATAL! 

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