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A 3ª face

Ter | 09.07.19

Missão Possível: reduzir o plástico #4

 

Abdicar dos sacos de plástico descartáveis num supermercado  pareceu-me fácil.

Há muito que fiz os meus próprios sacos transparentes, que permitem comprar frutas e legumes sem recorrer ao plástico descartável.

 

IMG_20190708_211220.jpg

 

Estes, da imagem, foram confeccionados com um cortinado velho que uma amiga queria jogar fora.

 

A boa notícia é que alguns supermercados já vendem sacos deste tipo, o que constitui um enorme passo na luta contra o plástico.

O Lidl, por exemplo,  assinalou o Dia Internacional Sem Sacos de Plástico, com o anúncio de que iria disponibilizar uma alternativa ecológica para o transporte de frutas e legumes: sacos de poliéster 100% recicláveis e apreço muito acessível: cada unidade de venda tem dois sacos e custa 0,69€ (ver notícia completa aqui):

 

Sacos-Lidl-Reutilizaveis-e-Reciclaveis-Frutas-e-Le

 

Todavia, livrarmo-nos dos sacos de plástico num supermercado não é tão simples como parece.

Em primeiro lugar, tem de haver venda a granel e sabemos que a maior parte da fruta e legumes (só para dar estes exemplos) já vem embalada.

 

Depois, há a zona da charcutaria, que poderia eliminar drasticamente o plástico. Mas, estranhamente, ainda não o faz.

Para evitar o plástico, passei a comprar o queijo e o fiambre no balcão. 

Quando vou ao Minipreço, os produtos são embalados apenas no papel. 

Mas, no Intermarché, o papel é colocado dentro de um saco de plástico. 

Já pedi para não me darem saco. Resposta da menina: o autocolante é pequeno e não consegue fechar o papel, pelo que tem de colocar a embalagem no saco...pois, problemas difíceis de resolver!

 

Na peixaria e talho de um supermercado, isto agrava-se: às vezes é saco dentro de saco, como devem saber.

 

Por isso, cada vez mais a alternativa começa a ser o regresso ao passado: às compras no comércio tradicional, onde a relação pessoal permite uma maior confiança e a possibilidade de levarmos as nossas próprias embalagens.

Mas reconheço que isto implica uma enorme capacidade de organização para estarmos preparados para o que queremos comprar. Capacidade essa que eu nem sempre consigo ter, reconheço.

 

E, finalmente, há que dissertar sobre o pão nosso de cada dia.

Mas esse tema fica para a próxima. 

 

 

3 comentários

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    A 3ª face 09.07.2019

    Melhor ainda, minha padeirinha!
    Já pensei nisso mas os meus "homens" gostam mesmo é de pão alentejano, feito no forno de lenha. E como tenho uma ao pé de casa onde vou buscar quentinho, a qualquer hora... tenho adiado essa tarefa. Talvez seja a minha prenda de Natal!
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    MJP 10.07.2019

    Olá, AG!
    Tenho de dizer que, compreendo, perfeitamente, os "teus homens"!!!
    Eu cresci a ver a minha mãe (alentejana) a fazer pão alentejano, em forno de lenha!
    Sempre me apaixonou a arte de fazer pão (ficava deslumbrada a observar a minha mãe)!!! Comecei a fazer o meu pão por uma questão de saúde (comecei a ter digestões muito difíceis, sempre, que comia o "pão de padaria/supermercado")... faço pão de fermentação (muito) prolongada, com "massa mãe" e, ocasionalmente, quando o tempo escasseia, recorro à MFP!
    Dia Feliz!
    Beijinho
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    CorretorMais

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