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A 3ª face

Seg | 01.01.18

Nós, os mais espertos do Reveillon... ou talvez não

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Pela primeira vez, fiz a passagem de ano na rua, no Terreiro de Paço. Para evitar a confusão, deixámos o carro estrategicamente estacionado em Sete Rios e seguimos de metro. Eu, o meu marido, e a minha princesa. Fomos mesmo espertos...

De regresso, logo a seguir ao magnífico fogo de artifício (o meu marido ía trabalhar às 7.00 da manhã), fomos caminhando lentamente por entre a multidão, as garrafas e copos caídos, algumas cartolas já abandonadas (pode ser que a equipa de Higiene e Limpeza da Câmara as recupere para o Reveillon de 2019), até conseguirmos chegar ao metro Baixa-Chiado.

A multidão sufocava-nos (somos alentejanos, caramba, precisamos de espaço) e a fila para o metro estava no cimo das escadas. As pessoas esperavam sentadas nos degraus, sem conseguir descer para a plataforma do metro...

Quase em simultâneo, eu e o meu marido olhámo-nos: o sentido para Santa Apolónia estava deserto... são só duas estações...porque não vamos até ao fim da linha e regressamos sentados, evitando o esmagamento de entrar naquela estação, sabe-se lá quando?

Porque é que ninguém se estava a lembrar disso?

E assim fizemos, sentindo-nos os mais espertos da noite. Em Santa Apolónia, saímos rapidamente da carruagem para dar a volta à linha...os outros ficaram...outros entraram... e já no cimo das escadas parámos...

- É pá, se é o fim da linha,é o mesmo metro que regressa, por isso ninguém saiu!

E lá corremos de volta para apanhar o mesmo metro.

Afinal...talvez não sejamos assim tão espertos...

 

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