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A 3ª face

Qua | 30.05.18

O dia em que 229 pessoas decidiram sobre o dever de Viver

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Como já era expectável, a despenalização da Eutanásia não passou na Assembleia da República. 

A maioria dos nossos deputados decidiu por nós.

Por aqueles que se encontram em sofrimento extremo e por qualquer um que possa vir, a qualquer momento, a debater-se com o sofrimento físico e psíquico extremo de um estado terminal.

Não se trata do direito à morte, na minha opinião.

Esse direito, por muito que o quiséssemos dispensar, é-nos concedido à nascença, de modo vitalício.

Trata-se de impor um dever. O dever de viver quando os órgãos falham, quando os pulmões não recebem ar, quando a morfina não acalma as dores. Quando os médicos reconhecem que não há mesmo nada a fazer. E quando o próprio pede, em consciência, para se libertar do corpo...

Se isto não é tirania, que nome lhe havemos de dar?

Há uma década atrás, fizemos um referendo para decidir do direito à vida de embriões, sem consciência de que existem.

Porque não podemos fazer agora uma referendo para decidir do direito à morte daqueles que imploram por isso?

Ao menos, que sejamos todos nós, possíveis doentes a pedir para morrer, a decidir se o queremos fazer com dignidade ou  suportar os últimos dias em tortura, imposta pelo nosso próprio corpo.

 

Sim, eu sou a favor do referendo!

 

 

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