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A 3ª face

Ter | 22.01.19

Sabão macaco???

 

As coisas que me passam pela cabeça enquanto outras se me passam pelo corpo!

 

O meu filho tem a triste mania de tomar duches infindáveis.

Daqueles que eu vou lá gritar e ameaçar que lhe desligo o esquentador!

Uma vez, perguntei-lhe porque se tinha demorado tanto.

Respondeu-me que estava a pensar na vida e a olhar para o horizonte...

Como a banheira não tem janela, aprendi que deve haver horizontes interiores, longínquos e onde sonhamos chegar.

 

Pois eu não tenho tempo para olhar para o horizonte enquanto tomo duche. Normalmente, já estou a pensar no que tenho para fazer a seguir.

Ou no que queria ter feito e não fiz.

 

Na minha cruzada contra o plástico, substitui o gel de banho por sabonete.

Há uns tempos, numa feira, comprei sabão vegan, que tenho usado no banho.

Este:

 

IMG_20190120_122523.jpg

 

E enquanto me ensaboava ocorreu-me esta questão:

Um sabão vegetal que se chama macaco???

Chamem o PAN, que aqui há crime!

 

Na verdade, pesquisei durante bastante tempo e não consegui descobrir a origem do nome.

O sabão macaco, sabão offenbach ou sabão azul e branco,  são os diferentes nomes para o mesmo sabão. É um artigo produzido desde os meados do século XIX e que continua a ser usado para lavar a roupa, tirar nódoas, lavar e desinfectar as mãos e na higiene pessoal. 

O produto é composto por gordura saponificada, água e silicatos.  Normalmente fabricado num tom azul ou rosa.

 

O velhinho sabão macaco  veio substituir muitos produtos que eu comprava em embalagens plásticas.

Para além de uma medida de poupança, tem-me permitido diminuir drasticamente o uso de embalagens plásticas descartáveis, como os detergentes e géis de banho.

 

Eis os usos mais comuns que se podem dar ao sabão macaco:

 

- Lavagem da roupa à mão: é o uso mais conhecido do sabão azul e branco. Imbatível, ainda hoje.

Aliás,  é recomendado para pessoas que desenvolvem reacções alérgicas aos detergentes.

 

- Remover nódoas: usar a velha técnica da “cora” a mais eficaz:

Esfregar o sabão a seco na nódoa, humedecer a roupa e deixar ao sol por  uma hora, no mínimo.

De seguida, lavar normalmente.

 

- Fazer detergente para a máquina da roupa: já aqui partilhei a receita. Continuo a usar e estou muito satisfeita.

Não só pelos resultados mas também pela poupança em dinheiro e em desperdício (acabaram-se as embalagens de detergente).

 

- Lavar loiça à mão: espalhar sabão no esfregão e lavar normalmente.

 

- Limpeza do rosto: devido à função anti-bacteriana,  remove as impurezas, tornando a pele sedosa e lisa. Adequado sobretudo para peles acneicas;

 

- Desmaquilhante: colocar sabão e água numa toalhita (de tecido, reutilizável!!) e limpar a pele suavemente.

 

- Limpeza do corpo: lava e purifica a pele, incluindo a higiene íntima, devido às propriedades antibacterianas e adstringentes.

Antigamente, era usado para prevenir e tratar infecções nas zonas genitais.

 

- Limpeza das mãos:  durante muitos anos foi usado pelos profissionais de saúde para limpeza e desinfecção das mãos, inclusive no bloco operatório.

 

- Lavagem do cabelo: são atribuídas propriedades anti-queda ao sabão macaco, embora não existam provas científicas. Todavia, é adequado para a lavagem do cabelo, sobretudo do oleoso.

 

- Barbear: usado como espuma de barbear.

 

E o custo?

O sabão de produção industrial custa cerca de 0,50 € a barra.

Este da foto, vegan, foi comprado numa feira. É artesanal, sem gordura animal e custou-me 5 € um pack de 3 barras.

E se é bom!!!

 

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